Ciclovia ameaça a preservação das palmeiras imperiais

Fabiana Pardini Blanco

A preservação das palmeiras imperiais da Avenida Ana Costa e a seguranças dos pedestres esta sendo ameaçada, pois a Prefeitura de Santos pretende implantar uma ciclovia em 2010, que atenderá tanto o deslocamento de pessoas no sentido praia-centro quanto centro-praia.

O coordenador do curso de Arquitetura da UniSantos, Roberto Hage Chain, afirma que após a reurbanização do canteiro central realizada pela Secretaria de Obras e Serviço Público (Seosp) em 2002, a avenida manteve a denominação de “avenida das palmeiras”. E o nome ‘imperial’ atribuído às palmeiras tem origem na época do Brasil Colônia, por esse motivo elas são um patrimônio centenário. Além disso, são ideais para áreas urbanas, pois suas raízes não são agressivas e se espelham horizontalmente, evitando danos às calçadas.

Segundo Chain, as ciclovias são fundamentais para o lazer e deslocamento, e as pessoas possuem a necessidade de se locomover de um local para o outro. A Ana Costa é um exemplo de ‘corredor de deslocamento’ e tem a necessidade de se ordenar o trânsito e oferecer segurança aos ciclistas e pedestres.

Contudo, há problemas em ser implantada uma ciclovia numa avenida movimentada como a Ana Costa, como por exemplo: garantir a preservação das palmeiras imperiais que seriam agredidas pelas bicicletas que transitariam por ali e a segurança dos pedestres ao circular e/ou atravessar a avenida. “Sou a favor da ciclofaixa, mas cabe ao poder público analisar e implantar um projeto da melhor forma e que não traga nenhum impacto ao paisagismo e à população, além disso, pode ser oferecida uma forma de educação no trânsito”, finaliza Chain.

Edilza Ferreira de Araújo, dona de casa e frequentadora da avenida aos finais de semana, concorda que os ciclistas tenham uma faixa exclusiva para sua locomoção, mas acredita que a prefeitura deveria se preocupar primeiramente com a segurança da população. “Alguns ciclistas abusam, andando em cima das calçadas, na contramão e desrespeitam os sinais de transito”, afirma.

Gildo Santos Mello, motorista de ônibus, diz que “A prefeitura tem que analisar a largura a via e ver se dá para implantar a ciclovia sem reduzir o espaço das palmeiras, dos automóveis e pedestres que circulam pela avenida”.

Jorge Batista, vendedor da Ultragaz, diz que é contra a construção de uma ciclovia e prefere a ciclofaixa por causar menos impacto, porém acredita que existem outras alternativas. “A Prefeitura tem que avaliar alternativas mais viáveis e que são compatíveis com o tipo de trânsito que existe na Ana Costa”.

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