Faixa Viva santista e a sinalização de solo apagada

Fabiana Pardini Blanco

A Prefeitura de Santos por meio da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) lançou o movimento ‘Faixa Viva’ que tem como objetivo dar prioridade aos pedestres nas faixas de travessia quando foram atravessar as vias. Para que isso ocorra, é necessário apenas que o pedestre levante o braço com a palma da mão aberta direcionada aos veículos e eles deverão parar para a passagem deles, porém, as faixas estão apagadas em diversos pontos da Cidade o que dificulta a visualização das mesmas tanto pelos pedestres quanto pelos motoristas.

O Diretor do Curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Católica de Santos, a UNISANTOS, Roberto Hage Chain, afirma que esse movimento pode vir a funcionar, mas é questão de cultura. Por este motivo, deve-se fazer uma campanha feroz sobre a educação e o respeito no trânsito, através dos meios de comunicação.

Além disso, Chain lembra que uma solução para as faixas de pedestres é a “travessia em nível”, que é como se fosse uma lombada no tamanho de uma faixa de pedestre na qual o pedestre atravessa no mesmo nível da calçada e os carros são obrigados a diminuir a velocidade.

Chain não soube dizer se tem algum projeto do curso referente exclusivamente à sinalização, mas levantou uma questão importante: a necessidade de sinalização voltada aos portadores de deficiências.

Para ele, é mais fácil pensar na sinalização aliada à realidade e à sensibilidade, pois a sensibilidade está na orientação de um pedestre e no fluxo de trânsito. “As sinalizações não funcionam sozinhas, é um conjunto de informações que atendem não só as pessoas sem necessidades especiais, mas também as portadoras”.

Ele ainda explica que no curso de Arquitetura, uma das matérias colocadas na grade curricular chama-se Ergonomia, Antropometria e Acessibilidade que visa à preocupação com a sinalização voltada ao deficiente, pois esta tem que estar adequada e padronizada tanto dentro de edifícios quanto nas ruas. O material para auxiliar o caminhar e a locomoção do deficiente tem que ser diferente.

Por exemplo, nas calçadas do bairro da Ponta da Praia em Santos foram instalados pisos táteis e direcionais para a melhoria das vias e facilitar a locomoção do deficiente. Entretanto, todas as sinalizações de solo devem ser respeitadas, inclusive as sinalizações de vagas aos cadeirantes, pois nada adianta ter a preocupação se ninguém respeitá-las.

Além disso, se você tem uma sinalização acessível implantada de forma correta, o portador de necessidades especiais pode locomover-se de forma segura e essa ação levará à inclusão social do indivíduo.

Chain ainda lembra que nesse conjunto deve-se ter uma resolução cromática para que um deficiente visual que ainda tenha 20% de sua visão possa se locomover, isso, juntamente com uma sinalização sonora.

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