Gravidez na adolescência amadurece?

Fabiana Pardini Blanco

A gravidez é uma das fases mais importante para a mulher, porém quando a grávida ainda é adolescente, é necessário um apoio e cuidado bem maior, pois não é fácil assumir a responsabilidade de um filho; a vida muda radicalmente, seu corpo e hábitos mudam, suas responsabilidades aumentam e sua saúde tem que ser observada e acompanhada por profissionais, pois a gravidez precoce implica em muitos riscos.

Quando uma adolescente engravida, não é apenas a sua vida que sofre mudanças, o pai da criança e as famílias de ambos também passam pelo difícil processo de adaptação, e em alguns casos ainda há a rejeição das famílias que abandonam seus filhos nesse momento difícil quando, na verdade, deveriam dar toda atenção e assistência.

A estudante Marcelle Vidigal de 17 anos está grávida do seu primeiro filho e conta: “Quando descobri, fiquei assustada, mas a pior parte foi contar para os meus pais, no começo falaram todo aquele sermão de que poderia ter me prevenido e que estou acelerando a minha vida, mas depois veio a emoção da única filha os tornar avós.”

“Nunca pensei em abortar, não teria coragem de matar um ‘ser’, mesmo ele sendo ainda um feto, esta dentro de mim e agora faz parte da minha vida… é minha filha. Mudou tudo depois que descobri que estava grávida, eu estava cursando o terceiro ano do ensino médio e tive que largar os estudos porque a gravidez já esta nos últimos estágios”, completou.

Erika Marinho de 18 anos, já é mãe e teve seu filho com dezessete anos, fala que quando descobriu não sabia o que fazer e pensou em abortar, mas não teve coragem, e conta como foi dar a noticia para os pais e o que mudou: “minha mãe chorou muito e não falou comigo por três dias e meu pai ficou decepcionado. Depois que tive meu filho, mudou tudo na minha vida, mudou meus planos, minha rotina, meu modo de pensar e agir. Com certeza, amadureci mais rápido.”

Diante de tempos modernos, onde há desinformação e onde os adolescentes têm iniciado a vida sexual mais cedo, o número de pais e mães adolescentes cresce a cada dia. Por isso, é importante que haja diálogo entre pais e filhos, que as escolas além de passarem as matérias cobradas nos vestibulares passem, também, os problemas sociais, como: sexualidade, gravidez, drogas e violência, e que as campanhas do governo além de citarem os métodos contraceptivos, passem também a orientar e conscientizar a população.

O melhor remédio para não engravidar é prevenir, com métodos contraceptivos, como: espermicida, diafragma, camisinha, pílulas anticoncepcionais, DIU (mas este não é adequado para adolescentes) e se algo deu errado, ainda possui a ‘pílula do dia seguinte’ porém deve ser usada apenas em casos extremos.

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