Rebeldia afeta os animais

Fabiana Pardini Blanco

Parece que a rebeldia dos filhos também atingiu o mundo animal. Na última terça-feira (19), saiu uma notícia no site de A Tribuna sobre um pinguim que por apresentar comportamento agressivo com os pais e um jeito estabanado irá passar um tempo no Aquário de Santos.

Segundo o site, o motivo dessa mudança é porque os pais entraram em período reprodutivo e o pinguim já tinha causado a quebra do ovo da temporada passada.

Essa situação tem alguns pontos de semelhança com a vida do ser humano. Em uma época de nossas vidas passamos pela chamada “rebeldia”, no qual quem enlouquece são nossos pais. No mundo animal não parece ser diferente, esse pinguim parece estar dando trabalho para os pais e funcionários do Aquário a ponto de terem que mudá-lo de local.

Semelhante ao que alguns pais fazem com seus filhos, quando os mandam para outra cidade ou país, a fim de que o filho cresça e tenha mais responsabilidade. A infância e a adolescência são fases cheias de brigas, birras e choros, testando os pais para que eles sejam referências e imponham limites.

Quanto à atitude do jovem pinguim, pode ser que seja uma espécie de ciúme, porque ele não quer dividir os pais com um novo irmãozinho. Assim como acontece com uma criança que recebe menos atenção por causa de um novo membro na família, sente-se deixada de lado e começa a fazer birra para atrair a atenção dos pais.

Além disso, os responsáveis pelos dois Aquários alegam que a mudança só será possível se houver comprometimento das instituições com o bem-estar dos animais. Entretanto, ninguém sabe a opinião do jovem pinguim e, mesmo assim, ele será mandado para um recinto, onde ficará em exposição com mais 30 pinguins desconhecidos.

Será que eles realmente se preocupam com a saúde do pinguim? Esse discurso parece ser mais uma hipocrisia, mais uma historinha. Apenas querem ganhar dinheiro com a exposição do animal no Aquário e estar na mídia.

Em suma, parece que o mundo animal e o do homem se encontram de alguma forma. A semelhança não está só no exemplo citado, há também entre o animal de estimação e seu dono, no comportamento e no desenvolvimento das duas espécies. Entretanto, a diferença é que um homem consegue ser ouvido e sua palavra tem importância. Já os animais, ninguém os ouve e não têm chance de se defender ou dar sua opinião.

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