Resenha do filme “Nós que aqui estamos por vós esperamos”

Fabiana Pardini Blanco

“Nós que aqui estamos por vós esperamos” é um documentário brasileiro dirigido por Marcelo Masagão que pode ser considerado um tanto curioso.

Embora não haja divisão dos temas, os assuntos são mostrados levemente diante dos nossos olhos com a ausência de falas e presença de legendas introdutórias com nomes e descrições.

Por se tratar de um relato visual, seu ponto alto é percebido através da riqueza das imagens histórias e verídicas, que foram achadas em acervos de várias partes do mundo.

Masagão conta com a ferramenta de sobreposição de imagens a fim de mostrar o pensamento dos personagens e a memória do século XX.

A trilha sonora, produzida por Win Mestens, é melancolia e com base no piano. O tom instrumental muda conforme as imagens, fazendo com que o telespectador não se desconcentre das cenas e entre no clima.

O documentário retrata algumas mudanças que marcaram o século XX, possuindo vasto contexto histórico. Entre os assuntos abordados, Marcelo mostra as mudanças do mundo e do homem antes, durante e após as guerras, revoluções, golpes, ditaduras, movimentos e desenvolvimento tecnológico.

Como tema principal, aborda a banalização da vida e da morte. A industrialização, as mudanças na área de comunicação após a invenção do telefone, rádio e da energia elétrica, a independência feminina, igualdade dos sexos, a busca dos sonhos e ideais, a questão da sobrevivência, religiões e a produção de carros também estão presentes na obra. Além de relembrar fatos históricos, como a queda do muro de Berlim e a Revolução Cultural na China.

O filme revela a vida de celebridades e de pessoas comuns a fim de levar ao telespectador a importância de cada indivíduo para a história e não dá para saber se as comuns são fictícias ou reais.

A cena final, do letreiro do cemitério, deixa a entender que a vida humana é frágil e que todos os homens se igualam na hora da morte, ou seja, todos vão para o mesmo local independente de suas realizações em vida.

Apesar de ser um filme brasileiro, ele faz poucas citações do Brasil. Talvez, seja porque o Brasil não participou de guerras, mas mesmo assim, é um país que possui problemas.

Em suma, o filme consegue mostrar, apenas com imagens, os contrastes do mundo e do homem durante o século XX humanizando e contextualizando a história. E embora seja um filme de 1998, ainda é atual por apontar problemas presentes até hoje na sociedade, como: desemprego, violência e fome.

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