Uma modalidade com raiz santista

Fabiana Pardini Blanco

Dinâmica e sincronismo marcam a Dança de Rua de Santos. No Brasil, o primeiro curso de dança de rua foi criado na cidade de Santos pelo coreógrafo e bailarino santista Marcelo Cirino, em 1991. O curso tem o apoio da Secretaria de Cultura de Santos e é denominado “Dança de Rua do Brasil”. É o 1º Grupo Profissional Sul Americano e abriu espaço para outros grupos de dança.

O coreógrafo conta que começou, em 1984, dançando o estilo break em praças públicas, estacionamentos e até já imitou o Michael Jackson. Trabalhou com outras modalidades, como dança clássica, jazz e dança flamenca, para se especializar e expandir os horizontes, mas sua especialidade é a dança de rua. Vale ressaltar, que ele prefere usar o termo “dança de rua” em vez de street dance a fim de valoriza a língua portuguesa.

Praticada, em sua maioria, por jovens da periferia, esta dança procura trabalhar o lado social, incentivando o interesse pelas atividades culturais e tirá-los do “mau caminho”. Essa é uma forma das comunidades carentes se expressarem e transmitirem sua cultura.

A dança de rua só passou a ser inserida em festivais de danças em 1995, no Festival de Dança de Joinville em Santa Catarina. As modalidades desta dança são: popping, locking, b.boying, house dance e o hip hop freestyle. Embora tenham a mesma origem, possuem as mais variadas influências.

As coreografias são inspiradas em movimentos de guerra e, também, usam-se movimentos semelhantes às mímicas, saltos e acrobacias. Embora tenha técnica e rigidez, há total liberdade na execução dos passos. O que importa é que o dançarino tenha estilo e atitude.

O Projeto Nacional Dança de Rua, coordenador por Cirino, trabalha com o estilo “Freestyle” e possui em torno de 2.000 adeptos, sendo 75% mulheres. Porém, o grupo profissional é integrado apenas por homens.

As aulas, ocorridas no Teatro Municipal, são descontraídas e criativas, os próprios alunos dão palpites sobre os passos e nos intervalos fazem improvisações. A teoria é focada na história do ritmo, com informações de onde foi criada, quando e por quem.

Para participar do projeto é necessário compartilhar da filosofia deste trabalho, com disciplina. “Qualquer pessoa pode fazer. A dança é para qualquer idade e possui diversos níveis. Para ser um dançarino é preciso ter ritmo e gostar de dançar, pois assim terá paciência para aprender os passos”, finaliza Cirino.

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